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Folclore

Folclore

Ilha do Mel – Folclore

“Origem” do nome Ilha do Mel

Várias hipóteses (folclóricas) são conhecidas para a origem do nome:
A extração de mel silvestre , anterior a 1950, quando os alimentos eram adoçados com o mel ou com o açúcar extraído da cana da própria ilha, devido a dificuldade de obter o açúcar industrializado.
A existência de uma família de origem alemã que habitava a região da Fortaleza, e onde havia um engenho para produção de farinha de mandioca. Farinha em alemão, escreve-se “mehl”.
A cor da água do mar vista do alto do Morro das Conchas – Farol, principalmente no início da Praia do Farol (Paralelas).
O formato da Ilha, cuja parte oeste lembra mel saindo da boca (istmo) de um recipiente (parte sul).
A lua-de-mel que os escravos mais fortes desfrutavam com várias negras, onde os mesmos eram deixados na Ilha por vários dias, para a reprodução, no século passado.
Entre tantas outras.

Nova Brasília – Porquê este nome?
Contam os mais antigos que os primeiros moradores que vieram habitar o local, oriundos da Ponta Oeste, na Ilha, o fizeram na época em que estava sendo construída a capital federal, Brasília. Daí a homenagem.
Contam outros, que o nome se deve ao fato de a localidade abrigar em suas areias, uma espécie de isca para pesca, cujo nome é “corrupto”…

Lendas

Lenda das Encantadas

Várias tribos indígenas se espalharam pelas planícies e planaltos do Paraná. Diante da beleza de sua geografia, os índios não se contentaram em apenas admirá-las, queriam saber a origem das cachoeiras, rochedos, grutas, fauna e flora. Assim, com os recursos de sua cultura, seus valores e seu imaginário, surgiram as nossas primeiras lendas paranaenses. Entre elas, a Lenda das Encantadas:

Contam os Caigangues do Paraná, que há muito tempo atrás, na Praia das Conchas, ao sul da Ilha do Mel, na gruta das Encantadas, viviam lindas mulheres que bailavam e cantavam ao nascer do Sol e ao crepúsculo. Dizem que o canto delas era inebriante, dormente e perigoso para qualquer mortal. Se um pescador as escutasse, por certo perderia o rumo de sua embarcação, indo bater nas rochas e naufragar. Entretanto, certa vez, um índio corajoso e destemido aventurou-se a tentar se aproximar delas. Colocou-se à espreita no alto do rochedo.

Quando os primeiros raios multicoloridos de luz despontavam ao leste, o jovem começou a ouvir a suave e doce melodia proveniente do interior da gruta. E mulheres nuas, desenhadas de sombras, foram surgindo. À medida que as bailarinas alcançavam a boca da gruta, o canto tomava mais ênfase, mais intensidade:

“Cagmá, iengvê, oanan eiô ohó iá, engô que tin, in fimbré ixan an ióngóngue, iamá que nô ô caicó, katô nô ó eká maingvê…”

Queriam dizer… ” Passe com cuidado a ponte. Viva bem com os outros; assim como eles vivem bem, você também pode viver. Lá você há de ver muita coisa que já viu aqui em minha terra, assim como o gavião. Teus parentes hão de vir te encontrar na ponte e te levarão com eles para tua morada.”

Estranhamente o índio não adormeceu, justo o contrário, não desgrudou o olho do belo ritual. As misteriosas moças eram dotadas de tão rara beleza, nuas e com longos cabelos de algas, que o intruso acabou fascinado por uma das dançarinas, a que tinha os olhos cor de esmeralda. Tal era o seu fascínio, que despencou do rochedo, ganhou aos trambolhões a prainha, metendo-se de permeio na farândola, acabando de mãos dadas com a sua escolhida. Declarou-se apaixonado por ela, e confiou-lhe o seu desejo de permanecer a seu lado por toda a eternidade.

Por artes de Anhangã, a bailarina falou-lhe na língua que era a sua.

– Tens de partir, homem estranho! Gosto de ti, mas tens de partir!

– Nunca! Nunca! arredarei os pés de perto de ti, meu amor! Roga ao teu deus que me permita gozar de teu carinho e da tua eterna companhia.

– Para que vivas comigo é necessário que morras…

– Morrerei, se isto é preciso…

– Vem, então, meu doce amor…

A fonte da vida nos chama… partamos…

Mãos entrelaçadas, ao canto fúnebre das dançarinas, os jovens entraram águas a dentro e quando desapareceram, já o sol era vitorioso.

As Encantadas sumiram nas águas profundas, para nunca mais aparecer.

E, desde então, a gruta está solitária, e nela ecoam se quebram os ecos dolentes e eternos do mar.

Rosane Volpatto
Bibliografia:
As Mais Belas Lendas Brasileiras – Wilson Pinto

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