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História

Ronaldo’s Pousada

 

Ilha do Mel – História

 

A História da Ilha do Mel começa com a chegada dos portugueses ao litoral sul brasileiro, que vieram em busca de mão de obra indígena e riquesas naturais. O litoral sul brasileiro era habitado pelos índios Carijós, que estavam espalhados desde Cananéia no litoral paulista até a Lagoa dos Patos no litoral gaúcho. Estas comunidades se estabeleciam principalmente próximas aos mangues e enseadas, onde além da pesca podiam pegar ostras, mariscos e caranguejos.

No início do século XVII, Heliodoro Ebano Pereira fundou as povoações de Paranaguá e Coreatuba, que passou a se chamar Curitiba. A partir de 1718 corsários Franceses e de outras nacionalidades vinham a baía de Paranaguá em busca de descanso, riquesas e contato com os índios. Em função disso os portugueses resolveram construir uma fortaleza para proteger o canal de acesso a baía de Paranaguá. A fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres foi construida de 1767 à 1769 pelo Tenente Coronel Afonso Botelho de Sampaio e Souza. Com a construção da fortaleza, surgiu o primeiro povoado da ilha.

Em 1850 o Brasil possuía um acordo que permitia aos navios ingleses apreender navios negreiros que estivesse na costa brasileira. Nessa época o forte estava sem guarnição de guerra e armamentos, aproveitando-se disso, o navio inglês Cormorant passou a barra de Paranaguá com a ajuda de um pescador e ao chegar ao porto desembarcou a tropa e tomou algumas embarcações de comércio que estavam no porto. Quando as autoridades questionaram ao capitão o porque da apreenção, este disse estar obedecendo ordens. A população, ficou indignada com o acontecido e alguns moradores se uniram as tripulações dos barcos capturados para levar ao Capitão Barbosa, responsável pelo forte, tudo o que fosse necessário para rearmar a fortaleza. De 29 de Junho à 01 de Julho de 1850 esses homens trabalharam dia e noite para recolocar os canhões nas munhoneiras.

Antes de zarpar o capitão recebeu um ofício do juiz de direito da comarca em protesto pelo ocorrido. Outro ofício foi enviado para o Capitão Barbosa pedindo que todo o possível fosse feito para que os navios aprisionados nao fossem levados. Quando o navio Cormorant passava pela barra da fortaleza, foi enviado uma embarcação com uma intimação do Capitão Barbosa, que foi recebida a tiro de pólvora. Então com um tiro de pólvora e outro de bala fez-se a advertência militar, que foi recebida com varios tiros de calibre 36 para cima. No confronto duas das embarcações apreendidas e o navio inglês foram atingidos, fazendo com que tivessem que procurar refúgio na Enseada das Conchas. Apesar dos estragos à fortaleza nenhum brasileiro ficou ferido. Um marinheiro ingles morreu e outro ficou ferido. Após conversações e esclarecimentos a questão ficou resolvida. O forte foi colocado fora de serviço em 1954.

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